Réu radicado nos EUA recebeu pena de 18 meses de prisão suspensa após manchar estruturas históricas com substância oleosa em 2015
Chiba – O Tribunal Distrital de Chiba condenou nesta quinta-feira(6) um médico japonês residente nos Estados Unidos a 18 meses de prisão, com pena suspensa por três anos, por vandalizar um templo e um santuário na província de Chiba em 2015. O réu respingou um líquido oleoso em partes das estruturas históricas.
A sentença aponta que Masahide Kanayama, de 63 anos, obstetra, ginecologista e fundador de um grupo religioso cristão, priorizou suas crenças ao deixar manchas de óleo no Templo Naritasan Shinshoji e no Santuário Katori. A decisão atendeu ao pedido da promotoria, que solicitava 18 meses de reclusão.
Danos a patrimônios culturais
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A juíza Yoko Sugiyama destacou que ambos os locais possuem valor histórico e cultural e que nenhum conseguiu restaurar completamente as seções danificadas. Segundo o tribunal, Kanayama estava ciente de que suas ações poderiam infringir os direitos de propriedade.
Os danos foram estimados em cerca de 120 mil ienes para o Templo Naritasan Shinshoji e em cerca de 2,42 milhões de ienes para o Santuário Katori.
Conclusão do julgamento
A pena foi suspensa após o réu declarar no tribunal que agiu sob pressupostos equivocados e prometer não repetir o ato. A magistrada também considerou os planos do médico de pagar 500 mil ienes em indenização a cada uma das instituições afetadas.
De acordo com o processo, Kanayama aplicou a substância oleosa em três pilares do portão principal do Templo Naritasan Shinshoji e no salão de culto do Santuário Katori na noite de 25 de março de 2015, período em que diversos templos e santuários pelo país registraram vandalismos semelhantes.
