Ryosei Akazawa, ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão, propõe fortalecer a cooperação internacional para garantir o fornecimento de energia
Tóquio, Japão – O aumento das tensões no Oriente Médio preocupa o governo japonês. Por isso, o país busca formas de evitar problemas no abastecimento de energia na Ásia. O tema entrou na pauta de uma reunião ministerial do Fórum Internacional de Energia (IEF), realizada em 11 de outubro, por videoconferência.
Durante o encontro, o ministro da Economia, Comércio e Indústria, Ryosei Akazawa, defendeu a cooperação entre os países que produzem petróleo e aqueles que dependem da importação.
Japão quer ampliar reservas de petróleo na Ásia
Segundo informações do The Japan Times, o plano prevê aumentar os estoques de petróleo, melhorar a infraestrutura de abastecimento e preparar os países para enfrentar emergências.
Além disso, o Japão pretende fortalecer a cooperação com os países produtores por meio da Comunidade Asiática de Emissão Zero (AZEC). A iniciativa busca melhorar a coordenação em situações de emergência e reduzir os riscos de interrupção no fornecimento de energia.
Akazawa também afirmou que o Japão quer aproximar os produtores de petróleo do Oriente Médio dos países asiáticos que compram o combustível. Dessa forma, o governo pretende ampliar a cooperação regional e contribuir para a estabilidade do abastecimento mundial.
Reunião discute riscos para o abastecimento mundial
O encontro ministerial do Fórum Internacional de Energia reúne representantes de mais de 60 países produtores e consumidores de petróleo e gás. O fórum promove o diálogo entre essas nações.
Durante as discussões, governos, organizações internacionais e empresas abordaram a segurança energética, os investimentos em fontes de energia sustentáveis e o comércio internacional.
As preocupações com o Oriente Médio reforçam a importância dessas discussões. Afinal, uma interrupção nas entregas de petróleo pode afetar o abastecimento mundial. O impacto pode ser ainda maior nos países asiáticos que dependem de fornecedores estrangeiros.
