Um painel do governo do Japão revisou sua estimativa para o risco de um megaterremoto ocorrer dentro de um prazo de 30 anos na Fossa de Nankai, localizada ao largo da costa do Pacífico do país.
O painel havia divulgado duas estimativas diferentes. Contudo, um especialista afirma que ter dois conjuntos de números pode confundir o público.
O número anterior do comitê de pesquisa de terremotos foi divulgado em janeiro. Ele coloca a taxa de probabilidade para o referido terremoto em cerca de 80%. As últimas revisões foram realizadas depois que estudos encontraram dados imprecisos em registros históricos usados como base para os cálculos das probabilidades.
Os especialistas estudam documentos históricos para avaliar as elevações de terreno causadas por deformações da crosta terrestre e, em seguida, calculam a taxa de probabilidade.
Um conjunto de resultados revisados foi produzido depois que registros antigos foram novamente verificados e uma margem de erro foi considerada nos cálculos. Esta revisão mostra uma faixa de probabilidade entre 60% e 90% ou mais para o período de 30 anos.
A outra revisão mostra uma faixa entre 20% e 50%. Ela foi calculada com base apenas nos intervalos médios entre os terremotos anteriores.
Segundo o comitê de pesquisa, ambas as estimativas mostram que a iminência de um megaterremoto na Fossa de Nankai é extremamente elevada. Entretanto, informa que vai usar a faixa de probabilidades mais altas, entre 60% e 90% ou mais, ao explicar o risco do terremoto para enfatizar a necessidade da população se manter a par das medidas de prevenção de desastres.
Sekiya Naoya, professor da pós-graduação da Universidade de Tóquio com especialização em pesquisa de informações sobre desastres, comenta que o uso de duas estimativas diferentes é algo de difícil compreensão para o público. O professor acrescentou que, quando especialistas comunicam essas informações, eles precisam apresentar quais medidas de preparação contra desastres podem ser adotadas.
