Morreu na sexta-feira, aos 101 anos de idade, Murayama Tomiichi, ex-premiê japonês pelo Partido Social Democrata.
Ele teria falecido de causas naturais em um hospital na cidade de Oita, na província de Oita, sudoeste do Japão.
Natural da cidade de Oita, ele participou de atividades sindicais antes de atuar como membro das assembleias municipal e provincial. Ele foi eleito pela primeira vez para a Câmara Baixa do Parlamento do Japão em 1972, vencendo disputas para um total de oito mandatos.
Murayama atuou como chefe do comitê de assuntos parlamentares de seu partido e, posteriormente, como líder da sigla.
Murayama assumiu o cargo de premiê em junho de 1994, liderando um governo de coalizão.
Em 15 de agosto de 1995, quando eram completados no Japão 50 anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial, Murayama emitiu uma declaração manifestando profundo remorso e um sincero pedido de desculpas pelo regime colonial e agressão do Japão no passado.
Durante seu mandato como premiê, de 1994 a 1996, ele enfrentou uma série de crises que colocaram em teste sua liderança. Isso incluiu o Grande Terremoto de Hanshin-Awaji, o atentado com gás sarin na malha do metrô de Tóquio e o sequestro de um avião da All Nippon Airways, todos ocorridos em 1995.
Murayama anunciou sua renúncia de modo abrupto em janeiro de 1996. Ele teve como sucessor Hashimoto Ryutaro, então presidente do Partido Liberal Democrático, parceiro da coalizão.
Murayama não mais assumiu cargos no Gabinete, se dedicando a questões partidárias. Ele foi reeleito como líder do Partido Social Democrata. Em 1999, ele visitou a Coreia do Norte como chefe de uma delegação multipartidária.
