Hong Kong demonstra nervosismo com reportagens da imprensa estrangeira sobre incêndio em arranha-céus

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Autoridades encarregadas da segurança em Hong Kong estão prestando mais atenção às reportagens da imprensa estrangeira sobre o incêndio fatal do mês passado em um conjunto de edifícios.

O Escritório para Salvaguardar a Segurança Nacional anunciou no sábado ter convocado executivos e jornalistas de veículos de imprensa estrangeiros com base em Hong Kong para conversações.

Segundo o escritório, a medida foi tomada de acordo com a Lei de Segurança Nacional de Hong Kong. A lei foi elaborada para reprimir atividades contra o governo no território.

O órgão acusou alguns meios de comunicação estrangeiros de ignorar fatos, propagar informações falsas e incitar a divisão social. O escritório informou que “vai monitorar de perto a cobertura pertinente da imprensa”.

O escritório de segurança foi criado em Hong Kong pelo governo continental para supervisionar e orientar o governo do território com base na Lei de Segurança Nacional de Hong Kong, que entrou em vigor há cinco anos.

O anúncio pelo órgão de uma convocação de jornalistas da imprensa estrangeira é considerado um fato raro.

Acredita-se que a medida é reflexo do nervosismo das autoridades em relação a matérias na imprensa que as criticam em meio a pedidos de responsabilização pelo incêndio fatal.

A ação também ocorre em antecipação à eleição do Conselho Legislativo de Hong Kong, em andamento neste domingo.

Fonte: NHK

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