A possibilidade de Pequim conceder novos animais é considerada improvável em meio ao agravamento das relações entre os dois países
Tóquio, Japão – Os dois pandas do Zoológico de Ueno, em Tóquio — o macho Xiao Xiao e a fêmea Lei Lei — serão devolvidos à China no fim de janeiro do próximo ano, informou a agência Kyodo nesta segunda-feira (15). Com a devolução, o Japão ficará sem nenhum animal dessa espécie.
Os dois pandas nasceram de pais cedidos ao Japão para fins de pesquisa de reprodução, e a propriedade dos animais pertence à China. O prazo de retorno se aproxima, com vencimento previsto para fevereiro, o que motivou a definição do cronograma.
Em junho deste ano, os quatro pandas do parque Adventure World, em Shirahama (província de Wakayama), já haviam sido devolvidos, restando no país apenas os animais de Ueno.
A possibilidade da China conceder novos pandas é considerada improvável por enquanto, em meio ao agravamento das relações entre os dois países, após declarações da primeira-ministra Sanae Takaichi sobre uma eventual intervenção do Japão em caso de conflito em Taiwan.
Com isso, um símbolo amplamente associado à amizade entre os dois países deve desaparecer do cotidiano japonês.
A história dos pandas no Japão começou em 1972, quando, para celebrar a normalização das relações diplomáticas entre Japão e China, o Zoológico de Ueno recebeu dois pandas. Na época, os visitantes formaram longas filas para ver os raros animais.
Os pandas exibidos em zoológicos ao redor do mundo não são vendidos, mas emprestados pelo governo da China por meio de acordos oficiais de cooperação. Mesmo quando nascem fora do território chinês, como é o caso dos animais de Ueno, os filhotes pertencem legalmente à China.
Esses acordos estabelecem prazos determinados para permanência dos animais no exterior, geralmente ligados a projetos de pesquisa, conservação e reprodução da espécie. Ao término do período previsto, os pandas devem ser obrigatoriamente devolvidos ao país de origem.
A renovação ou a concessão de novos pandas depende de negociações diplomáticas entre os governos envolvidos.
