É a primeira vez que o Brasil ocupa o posto nas estatísticas, que começaram na década de 1960 e sempre tiveram os Estados Unidos na liderança
Brasil – Um relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou o Brasil como o maior produtor de carne bovina do mundo em 2025. Segundo informações do G1, o relatório aponta que o Brasil deverá produzir 12,35 milhões de toneladas neste ano e os EUA, 11,81 milhões de toneladas, considerando o peso do animal morto.
Esta é a primeira vez que o Brasil ocupa o posto nas estatísticas do USDA, que começaram na década de 1960 e sempre tiveram os Estados Unidos na liderança.
O número divulgado pelos americanos supera até mesmo a projeção feita para 2025 pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima que o Brasil produzirá 11,38 milhões de toneladas neste ano.
O departamento americano ainda compartilhou as projeções para 2026, que apontam que o volume de carne bovina produzida no Brasil deverá diminuir em relação a 2025, ficando quase a par com a produção americana. Pelo relatório, o Brasil deverá produzir 11,7 milhões de toneladas e os EUA, 11,71 milhões de toneladas em 2026.
Alta de produção mesmo com tarifaço
Mesmo sendo o maior fornecedor de carne bovina para a indústria americana, neste ano, o Brasil sofreu com a sobretaxa de 50% para as vendas nos EUA. Mesmo assim, o país conseguiu bater recorde de vendas internacionais de carne em um único mês.
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o aumento foi possível porque os embarques se diversificaram, incluindo destinos como o México e Argentina.
O tarifaço foi suspenso para carne bovina, entre outros alimentos brasileiros, em novembro.
Carne americana sofreu com escassez de gado
Os EUA sofrem uma baixa histórica no rebanho, que resultou em inflação para a carne dos americanos. Os estoques de gado dos EUA em janeiro caíram para o nível mais baixo em quase 75 anos, após fazendeiros reduzirem seus rebanhos devido a uma seca de anos que queimou as terras de pastagem e aumentou os custos de alimentação.
O fornecimento ficou ainda mais restrito porque os EUA suspenderam, desde maio, a maioria das importações de gado mexicano em meio a preocupações com a disseminação da bicheira-do-Novo-Mundo, uma praga carnívora que infesta o gado.
A baixa oferta obrigou os frigoríficos a fecharem permanentemente algumas filiais e a pagar mais pelo gado destinado à produção de hambúrgueres e bifes.
