O acusado, que se casou com a mãe da vítima no ano passado, foi preso inicialmente por ocultação de cadáver, mas poderá responder também por homicídio
Nantan, Japão – As investigações sobre a morte de Yuki Adachi, um menino de 11 anos que estava desaparecido em Nantan, na província de Quioto, ganharam novos detalhes na sexta-feira (17).
O padrasto da criança, que também se chama Yuki Adachi (37), confessou às autoridades que estrangulou o enteado em um “ato de impulso”, após levá-lo de carro até um local isolado, informou a emissora Kansai TV.
Segundo a polícia local, o suspeito teria levado o menino até a escola na manhã de 23 de março. No entanto, em vez de deixá-lo na instituição, ele conduziu a criança para uma área afastada no município de Nantan.
Durante o interrogatório inicial, Adachi admitiu o assassinato e revelou que transportou o corpo para diferentes pontos de uma floresta para dificultar a localização.
O motivo do crime, no entanto, permanece uma incógnita. O padrasto, que se casou com a mãe da vítima no ano passado, foi preso inicialmente por ocultação de cadáver na quinta-feira, mas poderá ser acusado também de homicídio.
Papel da tecnologia na localização do corpo
A descoberta do corpo do menino foi possível graças à perícia digital realizada no smartphone do suspeito. A polícia analisou o histórico de geolocalização e os dados de GPS do aparelho para restringir o raio de busca.
Com isso, os investigadores identificaram os locais exatos por onde o homem passou durante o período do desaparecimento.
Nesse sentido, as buscas se concentraram em uma área específica da floresta por quatro dias consecutivos. No dia 12 de abril, a equipe encontrou um par de tênis. Logo no dia seguinte, os policiais localizaram o corpo de Yuki no mesmo setor mapeado pela tecnologia móvel.
Além do celular, a polícia apreendeu cerca de 30 itens na residência do suspeito, incluindo roupas e o veículo utilizado no crime.
Dificuldades na perícia técnica
Apesar da confissão de estrangulamento, a causa oficial da morte ainda não foi confirmada pelas autoridades.
O ex-investigador da Polícia de Saitama, Narumi Sasaki, explicou que casos de asfixia podem ser difíceis de comprovar quando o corpo apresenta estágio avançado de decomposição.
“Muitas vezes, a necropsia resulta em causa ‘indeterminada’ se houver danos severos aos tecidos. No entanto, a ausência de fraturas graves ou ferimentos externos descarta hipóteses de queda acidental ou atropelamento”, afirmou Sasaki.
Por isso, o foco da polícia agora é reunir provas materiais que sustentem o depoimento do agressor. O interrogatório formal do suspeito continua neste sábado (18) para esclarecer a motivação do crime.
Perguntas frequentes
- Como a polícia conseguiu encontrar o corpo da criança?
Os investigadores analisaram os dados de localização e o histórico de GPS do celular do padrasto. Essas informações permitiram delimitar a área de busca na floresta de Nantan, onde estavam o corpo e os pertences da vítima. - Qual foi a causa da morte de Yuki Adachi?
Embora o padrasto tenha confessado que estrangulou o menino, a causa oficial da morte ainda consta como “indeterminada” no laudo preliminar. A polícia aguarda exames complementares para confirmar se houve asfixia. - O que aconteceu com o suspeito após a confissão?
Yuki Adachi está preso e passa por interrogatórios formais. A polícia também apreendeu o carro dele e diversos objetos em sua residência para realizar perícias que possam comprovar a dinâmica do assassinato e da ocultação de cadáver.
