Ela disse que respeitará relatório compilado por especialistas que concluiu que é apropriado manter a linhagem masculina
Tóquio, Japão – A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, declarou nesta sexta-feira (27) em sessão da Dieta que se opõe à alteração das regras de sucessão masculina da família imperial. O tema tem ganhado atenção em meio à uma possível crise de sucessão, segundo informações de Jiji Press.
Takaichi disse que irá respeitar um relatório compilado por especialistas em 2021 que discutiram o assunto e concluíram que é apropriado manter a elegibilidade àqueles que são descendentes masculinos da linhagem imperial por linha paterna.
“O governo, e eu mesma, respeitamos este relatório”, afirmou a primeira-ministra. Anteriormente, ela já havia dito que a revisão das regras de sucessão da família imperial era “uma questão urgente”, embora isso provavelmente envolvesse a “adoção” de novos membros.
Tradição impede mudança de legislação
Mesmo com a tradição de que apenas homens podem dar continuidade à linhagem imperial, que remonta a 2.600 anos, pesquisas de opinião pública mostram grande apoio popular à ascensão de uma mulher ao trono
O atual Imperador Naruhito tem apenas uma filha, a Princesa Aiko, mas, pelas regras de sucessão, ela é impedida de ascender ao trono por ser mulher. Em 2005, um painel governamental recomendou que o trono fosse transmitido ao filho mais velho, independente de gênero. Porém, com o nascimento do Príncipe Hisahito, sobrinho do Imperador Naruhito, no ano seguinte, o debate foi amornado.
Tradicionalistas japoneses afirmam que a “linhagem imperial ininterrupta” de sucessão masculina é a base do Japão e que grandes mudanças poderiam dividir a nação.
