Situado no Círculo de Fogo do Pacífico, o Japão ainda está perto da junção de quatro placas tectônicas
Tóquio, Japão – No último dia 6, um terremoto de magnitude 6,2 atingiu as províncias de Shimane e Tottori. O tremor trouxe a lembrança do terremoto de magnitude 7,5 que ocorreu no dia 1º de janeiro de 2024 na península de Noto, em Ishikawa. Mas afinal, por que ocorrem tantos terremotos no Japão?
Somente o Japão responde por cerca de 20% dos tremores de magnitude igual ou superior a 6 registrados na Terra, segundo dados da BBC. Este dado se deve ao fato de o país estar localizado na área com maior atividade sísmica do mundo, o chamado Círculo de Fogo.
O que é o Círculo de Fogo?
O Círculo de Fogo do Pacífico (ou Anel de Fogo) é uma área situada no Oceano Pacífico onde ocorre a maior parte dos tremores de terra e erupções vulcânicas do mundo. Ela se estende por cerca de 40 mil quilômetros, num formato de ferradura, circundando a bacia do Pacífico e abrangendo toda a costa do continente americano, além do Japão, Filipinas, Indonésia, Nova Zelândia e ilhas do Pacífico Sul.
A área no fundo do oceano é formada por uma série de arcos vulcânicos e fossas oceânicas, que coincidem com as extremidades de uma das maiores placas tectônicas do planeta: a Placa do Pacífico. Em média, os sismógrafos captam algum tipo de abalo no Círculo de Fogo a cada cinco minutos. Além disso, mais da metade dos vulcões ativos no mundo, acima do nível do mar, estão localizados nesta área.

Por que especialmente o Japão?
Segundo dados da revista Superinteressante, cerca de 1.500 tremores atingem o Japão anualmente. O que torna o país mais propenso ainda a atividades sísmicas é o fato de que o Japão está situado perto da junção de quatro placas tectônicas: Placa das Filipinas, Euroasiática, Norte-americana e do Pacífico. A última é a maior responsável pelos desastres naturais mais recentes.
Como ocorrem os terremotos?
Subducção é o termo técnico utilizado para designar o atrito das placas tectônicas umas nas outras. O choque entre elas libera uma grande quantidade de energia, o que gera um terremoto. Quando a subducção ocorre de maneira mais branda, dá origem a terremotos de baixa intensidade.
Porém, quando acontecem no assoalho oceânico, podem deslocar grandes porções de água, gerando um tsunami. A palavra “tsunami” tem origem no próprio idioma japonês, e significa “onda de porto”.
Desastres em outros países do Círculo de Fogo
Outros países do Círculo de Fogo também sofrem com o movimento das placas tectônicas. As tragédias pelo mundo incluem o Grande Tsunami de 2004, causado por um terremoto submarino de magnitude 9,1, na costa de Sumatra, na Indonésia, e que matou cerca de 230 mil pessoas em 14 países.
No Chile, os tremores são recorrentes e foi no país que aconteceu o maior terremoto já registrado na história. Em maio de 1960, o Terremoto de Valdivia, com magnitude 9,5, deixou cerca de 2 mil mortos e 2 milhões de feridos. O desastre também desencadeou erupções de vulcões e tsunami.
